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Olá a todos!

O meu nome é Gustavo Ferreira e sou Auxiliar de Ação Educativa. E como homem num mundo laboral tradicionalmente associado e dominado por mulheres, aos olhos da cultura dominante e da sociedade, nada denoto desta condição no meu dia-a-dia, no meu trabalho, a não ser a companhia feminina que está sempre presente. Na realidade e na prática, somos todos colegas e uma equipa com um propósito e objetivo comuns, sem distinção de género, funções e tarefas.

O preconceito, ou o pré-conceito mais frequente é de que Auxiliar de Ação Educativa "é um trabalho de mulheres", porque, em sociedade tem sido o papel que lhes é tradicionalmente atribuído, tendo uma predisposição natural para a função devido à maternidade, são consideradas como mais afetuosas, etc.. E para alguns homens, ou mais alguns que isso, talvez seja trabalho que não considerem sequer como uma hipótese viável de emprego ou forma de vida, mesmo nos tempos que correm.

Há cerca de três anos, quando comecei a trabalhar na APAC terá havido alguma estranheza ou mesmo alguma desconfiança, moderada, não generalizada, nada que não se aplicasse a uma situação atípica, embora não inédita, como esta. Mas, é muito fácil reconhecer, que na grande maioria dos casos, fui muito bem recebido entre colegas, pais, nas escolas e até entre colegas de outras IPSS.

A situação não é inédita porque o verdadeiro pioneiro nesta organização como um homem num "mundo de mulheres" foi o meu colega Nuno Tomas, técnico de ATL, ainda vários anos antes da minha entrada para esta instituição.

Sejamos homens ou mulheres, posso afirmar que ser Auxiliar de Ação Educativa é um trabalho muito exigente a muitos níveis mas, também, muito compensador. As crianças são um desafio constante mas sobretudo uma fonte de muitas alegrias.

   

 

Guiné-Bissau

 

OBRIGADA A TODOS QUE PARTICIPARAM!

 

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